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segunda-feira, 15 de março de 2010

HPV e o Câncer de Colo Uterino


O QUE É HPV?


É um vírus transmitido pelo contato sexual que afeta a área genital tanto de homens como de mulheres.
O HPV é uma família de vírus com mais de 80 tipos. Enquanto alguns deles causam apenas verrugas comuns no corpo, outros infectam a região genital, podendo ocasionar lesões que, se não tratadas, se transformam em câncer de colo do útero. Uma das características desse vírus é que ele pode ficar instalado no corpo por muito tempo sem se manifestar, entrando em ação, em determinadas situações como na gravidez ou numa fase de estresse, quando a defesa do organismo fica abalada. Na maior parte das vezes a infecção pelo HPV não apresenta sintomas. A mulher tanto pode sentir uma leve coceira, ter dor durante a relação sexual ou notar um corrimento. O mais comum é ela não perceber qualquer alteração em seu corpo.


COMO DEVO ME PREVENIR?
Como em qualquer doença transmitida pelo sexo, é preciso que se tomem alguns cuidados como:
- Manter cuidados higiênicos;
- Ter parceiro fixo ou reduzir o número de parceiros;
- Usar preservativos durante toda a relação sexual;
- Visitar regularmente seu ginecologista para fazer todos os exames de prevenção.

COMO POSSO SABER SE TENHO HPV?
Este vírus pode ser detectado através dos seguintes exames:

Papanicolaou
É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o vírus, mas sim, as alterações que ele pode causar nas células.

Câncer de vagina


Sintomas e Diagnóstico

O câncer de vagina destrói o revestimento vaginal e acarreta a formação de úlceras que podem sangrar e tornar-se infectadas. A mulher pode perceber uma secreção aquosa ou um sangramento e sentir dor durante a relação sexual. Quando o câncer atinge um tamanho suficiente, ele também pode afetar a função da bexiga e do reto, de modo que a mulher apresenta urgência miccional freqüente e a micção torna-se dolorosa.

Quando existe suspeita de um câncer de vagina, o médico realiza um raspado de células da parede vaginal para exame microscópico e uma biópsia de qualquer tumor, úlcera ou área suspeita observada durante o exame pélvico. A biópsia comumente é realizada durante a colposcopia.

Tratamento

O tratamento do câncer de vagina depende tanto de sua localização como de seu tamanho. No entanto, todos os cânceres de vagina podem ser tratados com a radioterapia. Para o câncer localizado no terço superior da vagina, o médico pode realizar uma histerectomia e a remoção dos linfonodos pélvicos e da parte superior da vagina ou pode utilizar a radioterapia.

O câncer localizado no terço médio da vagina é tratado com radioterapia e o localizado na parte inferior pode ser tratado através da remoção cirúrgica ou com radioterapia. A relação sexual pode ser difícil ou impossível após o tratamento do câncer de vagina, embora, algumas vezes, possa ser criada uma nova vagina com enxertos de pele ou com uma parte do intestino. A taxa de sobrevida de 5 anos é de aproximadamente 30%.

Carcinomas de células escamosas




Origina-se na camada intermédia da epiderme;
- Segundo tipo de cancro da pele mais frequente;
- Atinge os grupos profissionais que estão constantemente expostos ao sol, só que em idades mais avançadas do que no carcinoma basocelular.
- Surge nas áreas do corpo mais expostas e sobre lesões pré-cancerosas;
- Na maior parte dos casos surgem as chamadas queratoses solares, mas também pode originar-se a partir de cicatrizes, pós – queimadura, úlceras e fístolas crónicas ou em pessoas que estiveram muito tempo em contacto com agentes carcinogénicos.
- Começa como uma zona como uma zona vermelha com superfície crostosa, descamativa, que não sara;
- À medida que cresce pode tornar-se nodular e duro e, por vezes, apresentar uma superfície verrugosa;
- Por fim, o cancro converte-se numa úlcera aberta e cresce dentro do tecido subjacente.
- Mais agressivo e de crescimento mais rápido do que o basalioma;
- É localmente invasivo;
- Pode dar origem a metástases à distância, que podem invadir órgãos vitais e provocar a morte.
- Quando diagnosticado e tratado a tempo tem elevadas probabilidades de cura;
- Aquando de uma suspeita de carcinoma das células escamosas, é feita uma biopsia para excluir a hipótese de outras doenças de aparência semelhante;

Tratamento:
- Este tipo de carcinoma é tratado mediante a extirpação do tumor, segundo os mesmos métodos utilizados no basalioma;
- O tratamento da queratose actnínica, uma irregularidade verrugosa que surge na superfície da pele e que pode degenerar em carcinoma das células escamosas, costuma ser feito pela sua destruição com azoto líquido ou por aplicação de creme de fluorouacilo, que elimina as células que se dividem rapidamente.

Vaginite Bacteriana




O que é vaginite bacteriana?

Vaginite bacteriana é uma inflamação comum da vagina. No passado vaginite bacteriana também era chamada de vaginite não específica ou Vaginitis Gardnerella. Vaginite bacteriana aparece por causa de um super crescimento de diversos tipos de bactérias. É normal ter este tipo de bactérias na vagina. Contudo, se a quantidade de bactérias aumenta muito pode causar a vaginite bacteriana.

A causa deste acréscimo na quantidade bacteriana ainda é desconhecida. Também não se sabe se essa condição pode ser transmitida para outra pessoa através de atividade sexual. A maior parte dos casos de vaginite bacteriana ocorre em mulheres sexualmente ativas. Porém, mulheres sexualmente não ativas também podem ter vaginite bacteriana.

Quais são os sintomas?

O sintoma mais comum é a presença de corrimento na vagina. O corrimento pode ser cinza ou amarelado, com odor forte. Pode ocorrer também o aparecimento de coceira na abertura da vagina.

A bactéria associada com vaginite bacteriana pode ser encontrada nas extremidades dos pênis dos homens. Porém, os homens normalmente não têm sintomas.

Como é diagnosticado?

O seu médico fará um exame pélvico e colherá amostra do corrimento. Este corrimento será examinado ao microscópio. O médico pode prescrever um medicamento para ser introduzido na vagina. Se tiver vaginite bacteriana repetidas vezes apesar de fazer tratamento, seu médico recomendará tratamento para seu parceiro também.